segunda-feira, junho 19, 2017

Sobre o fogo

Quando acontecem coisas impactantes tendo a não dizer nada. Quanto mais um acontecimento mexer comigo mais me calo. Tenho acompanhado as notícias de forma contínua e emocionada. Não consigo não me emocionar com a dor de quem chora por familiares, amigos, vizinhos que perderam.

Não sou mais humana do que ninguém mas têm me irritado (nestes dias de pesar Lusitano) posts no facebook sobre sobremesas que se comeram em restaurantes, férias em Espanha, looks de verão.

Não sou mais humana do que ninguém mas a dor destas pessoas perturba-me muito, a dor humana perturba-me. Gostava que todos tivéssemos essa sensibilidade que é necessária num momento de pesar...a sensibilidade de não dizer nada supérfluo.

Eu sei que as redes sociais são públicas e que se me chateiam esses posts então não devia abrir essas mesmas redes sociais. Eu sei.

Eu sei.

Gostaria apenas que todos nós sentíssemos a dor destes portugueses (que podiam ser nossos pais, avós, tios, vizinhos) e que por uns míseros dias não nos preocupássemos com merdinhas.

Desculpem, já sabem que eu tenho esta tendência para embirrar com a malta de tem correntes de ar dentro da cabeça. Ou então sou só eu que sou parva. Não liguem


sábado, junho 17, 2017

Warning: post fútil sobre cheiros

Adoro perfumes. Adoro usar perfume e ando sempre em busca do special one. 
Para o dia a dia tenho o meu básico Insensatez da Boticário (é perfume de homem). Gosto muito, é o que uso todos os dias, é cítrico e muito leve.


De verão gosto de usar cheirinhos de fruta da Yves Rocher (os meus preferidos são o de morango e de framboesa).


Às vezes no verão não uso perfume, besunto-me com os creminhos Body Shop de frutas (que têm um cheiro muito intenso) e é o suficiente para ficar a cheirar bem (preferidos: o de morango e o de papaia).


Em dias especiais gosto de usar o La vie est belle que o Rui me ofereceu. É um perfume para dias frios, é um pouco mais denso mas suave à mesma (detesto perfumes intensos, sejam de mulher ou de homem).


Ontem deram-me umas amostras e conheci um perfume com um cheirinho brutal, com potencialidades de special one. Como é óbvio o meu esposo respondeu: "Prada, claro, tens mesmo olho para o mais caro!"
É tão bom, tão leve e tão doce...
Tão perfeito para me ser ofertado


domingo, maio 28, 2017

1ª experiência de campismo das nossas miúdas

Foi uma viagem experimental. Antes de termos as miúdas fizemos campismo várias vezes. Acampar com filhos pequenos é muito mais trabalhoso. Temos que levar o dobro da tralha e conseguir um equilíbrio difícil entre o essencial, o que não é essencial mas que aumenta exponencialmente o conforto (almofadas, por exemplo) e o que é completamente desnecessário.

Foi um fim de semana muito muito giro. Obrigada aos nossos queridos amigos pela partilha destes momentos onde os nossos quatro pimpolhos descobrem coisas juntos.

Ouvir a Clara lamuriar "acampar é que é fixe oh mãe, não quero ir para casa!" já fez com que todo o esforço de organização/logistica valesse a pena.




A loucura do "entra e sai" nas tendas

Praia na Albufeira de Montargil


Passeio pelo parque de campismo

Passeio pelo parque de campismo





Fluviário de Mora





Os quatro mosqueteiros

"A ver se consigo dar cabo dos óculos do meu cota"

Os mais novos na mantinha

Mouriscas - feira medieval
Mouriscas - feira medieval

Mouriscas - feira medieval



Caracóis dourados

quinta-feira, maio 25, 2017

domingo, maio 21, 2017

Desabafo #5764387

Odeio quando alguém confunde a minha atitude "easy going" com bananice. Tipo "Ya, ela é super fixe, nunca se chateia com nada, leva tudo na boa, está sempre a fazer piadas!"

Há pessoas que não conhecem a diferença entre o "à vontade" e o "à vontadinha". Há diferenças. Muitas.
Vou tentar ser zen. Não prometo nada. Nestas coisas da gestão de relações (sejam elas pessoais ou profissionais) sou uma hoarder, acumulo. Como sou uma pessoa extremamente bem educada, ponderada e bem disposta, nunca demonstro na hora que atitudes me desagradam. Calo-me, engulo. Na maior parte das vezes acabo por concluir que foi o melhor que fiz. Evitei um conflito. O problema é que há um limite, o copo vai enchendo...está a ficar cheio.


Blah

É nos momentos em que tenho que estudar que mais me apetece fazer tudo (menos estudar). Sinto-me tão pro-activa que até mete nojo. Vá, mas até me portei bem este fim de semana...

Como é que alguém pode preferir estudar quando há 50 milhões de outras coisas mais interessantes para fazer. Enfim.
O estudo está feito, agora é esperar que a estrelinha da sorte apareça e que me ajude a conseguir uns gloriosos 10 a tudo. Isso era 5 estrelas. Fónix, este texto parece uma apologia da mediocridade. Perdoem-me por não ser inspiradora nesta matéria mas já sou mãe de filhas, tenho um marido bonzão, estudar rouba-me tempo de qualidade com eles.

terça-feira, maio 09, 2017

Cenas de "cólidade"



Estou completamente rendida a Beirut

Dura realidade

É um pouco isto...

segunda-feira, maio 08, 2017

Alguém me ajude

O que é um "munu"? Anyone? Deve ser bom...

domingo, abril 30, 2017

1ª música cantada pela Alice

Poderia ser o "Atirei o pau ao gato", a "Machadinha", "A saia da Carolina". Enfim, poderia ser qualquer uma dessas lindas músicas infantis. Mas para quê escolher uma dessas quando se tem:



Não canta nada de especial, como podem calcular, se ainda mal fala melhor não cantará, é certo. Mas sabe milimetricamente onde se encontram todos os "eh eh eh" da música.

Casei com um champion (da cromice)

Há uma semana que anda aflito do nariz. Alergias. Disse-lhe no início da semana que no armário x tínhamos um nebulizador muito bom, fez maravilhas por mim. Ele foi ao armário x e começou a aplicar o tal medicamento. Começou também numa ladainha sem fim: "Não sei como consegues usar aquilo, é super forte, fico com o nariz todo a arder por dentro."

Sempre que usava aquilo queixava-se. Não dei importância, é homem, é mariquinhas. Ainda cheguei a dizer: "Não sejas pussy Rui, aquilo é bom exactamente por ser forte!"

Hoje de manhã dei com ele na cozinha a bombar strepfen para o nariz, strepfen sabem, aquele spray para a GARGANTA.
As embalagens estavam no armário lado a lado e ele escolheu, sem ler...
É óbvio que vai se gozado para o resto da sua vidinha.

PS - Prova provada de que ele já não me ouve, não só lhe disse o sítio onde se encontrava o medicamento, como também lhe disse o nome do mesmo.  

 


quinta-feira, abril 27, 2017

The future is female

Nunca fui feminista, sempre achei que era um conceito ultrapassado. Se uma mulher quer ser levada a sério no mundo do trabalho, na vida académica, na vida em geral, tem quer ser boa, tem que lutar para mostrar o seu valor e não esconder-se atrás da bandeira do femininismo sendo medíocre no que faz.

Ainda acredito nisto tudo mas, só agora, à luz dos meus quase 35, é que me apercebi que tive a sorte de nascer num país democrático, mais ou menos desenvolvido. Tive a sorte de nascer numa família onde as mulheres têm voto na matéria, não são submissivas. Tive a sorte de nascer numa família com homens fortes, confiantes, homens que nunca se sentiram ameaçados​ pelas mulheres pensantes que escolheram para parceiras.

Também eu tive o cuidado de escolher um homem assim para parceiro, alguém que não se sente intimidado com a minha força.

Quando engravidei da Clara queria muito ter um rapaz. Queria mesmo muito.
Hoje em dia quando vejo notícias que mostram a realidade feminina em muitos países compreendo que ter duas meninas num país civilizado como o nosso é um privilégio e uma missão.

É quase como um compromisso de honra. É assim que o encaro. Tive o privilégio de ter a missão de educar duas mulheres do amanhã. Se elas foram só como eu, já me sinto realizada. Se quiserem ser mais, força.

Como eu?
Emocionalmente independentes (não precisam de validação masculina para se sentirem importantes), livre pensantes, livres das amarras da religião, felizes com as coisas simples da vida, inquietas com as injustiças que nos rodeiam, desenrascadas em relação a tudo na vida, descomplexadas...

Se estas miúdas que nós criamos se transformarem em mulheres poderosas cumpri a minha missão na Terra.


Sugestões fofinhas para o dia da mãe






quarta-feira, abril 19, 2017

sexta-feira, abril 14, 2017

quinta-feira, abril 13, 2017

Cenas mórbidas



Cá em casa gostamos muito desta música. É uma das que ouvimos muito no carro. No outro dia, aos primeiros sons da música (sinos e cenas sinistras) a Clara faz este comentário: "Ai adoro esta música, é tão linda!" - Nós respondemos um "pois é" e pensámos (mal sabes tu do que a música fala).

Umas semanas antes (isto para não fugir deste tema soturno) ia no carro com o pai e passaram por uma carrinha funerária. Comentário dela: "Uau pai, que carro tão giro, cabe lá a família toda!"
Resposta dele: "Pois é, e dá para levar montes de flores, já viste!?"

E vocês perguntam: "Ah mas porque é que não lhe explicam as coisas?"
Eu respondo: Não quero, quero que ela seja brutalmente feliz e ingénua no que diz respeito a este tema. É um assunto (talvez o único) para o qual não tenho respostas, ou melhor, as minhas respostas, aquelas em que acredito assustam, são frias e cruas, desprovidas de crenças. De maneiras que é assim...

quarta-feira, abril 12, 2017

Samuel Úria



Não sei se já aqui tinha falado do Samuel Úria.
Ouvi esta música (Dou-me corda) pela primeira vez há uns meses atrás. Achei o ínicio dela interessante e diferente. De repente um gajo (que eu na altura não fazia ideia de quem era) diz: "Eu tinha a corda da garganta afinada em Dó, e outra corda no pescoço com um windsor knot" - Alto e paira o baile. O que é isto? Isto é interessante, diferente e bom. Gosto muito.






terça-feira, abril 11, 2017

80 000

Tenho andado um pouco alheada do blog. Sinto falta de escrever, sinto mesmo muita falta de escrever. Sinto ainda mais falta de escrever sentada na minha secretária, na casa 120, no Bairro de Oficiais, na Base das Lajes, Terceira, Açores. Foi lá, naquela secretária que era minha e que (sem nunca ter sido minha) agora é de outra pessoa, que escrevi as coisas que mais prazer me deram escrever. Nada de relevante para o mundo em geral mas tudo o que era importante para mim própria em particular. Enfim, escrever sentada numa secretária encaixada por baixo de uma janela com vista para uma imensidão de verde foi um sonho. Ter tempo para ler, escrever, ver filmes e séries foi um luxo que soube aproveitar. Confesso que nos primeiros tempos Açorianos andei desnorteada. O desemprego não me assenta bem. Sentir que não contribuía monetariamente para a casa/família encheu-me de dúvidas e culpas e andei a auto flagelar-me. Depois quando percebi que aquilo que ele mais sentia por mim era gratidão, que os números e as contas eram pagas com tranquilidade acalmei e desfrutei. Desfrutei à grande e nunca me vou arrepender disso.

Não posso falar nos Açores que começo logo a divagar.

Cá, com trabalho, duas filhas, três gatos, um cão, fuckuldade, o blog fica para último na lista das prioridades. Com muita pena minha, claro, porque é das coisas que mais gosto fazer. Enfim.

E assim, sem dar conta, já tenho mais de 80000 vizualizações. Muchas gracias sejam lá quem forem essas almas caridosas que vêm cá todos os dias para não ver nada, novidadezinha nenhuma. Desculpem. Digo isto baseada nos números, continuo a ter, em média 50 vizualizações por dia. É muito, tendo em conta que ando há meses sem escrever de forma consistente. Desculpem, vou fazer uma forcinha.