terça-feira, outubro 22, 2013

Os casais e a felicidade alheia


Todos nós conhecemos casais. Às vezes somos amigos dela, outras vezes dele e outras tantas somos amigos dos dois. Confesso que já muitas vezes pensei coisas do género: "Mas porque é que um rapaz tão catita anda com uma moça tão peneirenta?"; "Porque é que ela é uma rapariga com tantas qualidades e foi escolher para namorado aquele basculho?" Estes casais em que uma pessoa é nitidamente "melhor" do que a outra  são os chamados (eu é que os chamo): "casais wtf?"
Eu própria já fiz parte de um "casal wtf?". Tenho plena consciência, embora nunca ninguém tenha tido coragem de me dizer, que há pessoas que nunca entenderam o porquê daquele meu "ajuntamento" (Um dia mais tarde falo nisso).

Mas regressando aos casais dos quais eu não faço parte, confesso que já tive, muitas vezes, pensamentos destes. O que a minha boca diplomática não consegue dizer, o meu cérebro honesto não esconde. Nestes casos fico caladinha à espera para ver no que as coisas dão, mas desejo sempre melhor sorte aos que, a meu ver, mereciam coisita melhor. 

Também há os casais vulgarmente chamados de: "só se estraga uma casa!". Eu conheço um. 
Ele é um banana nas mãos dela e ela uma matarruana com a mania que é tia. Gosto tanto deles como de leite azedo. Não me censurem, não são meus amigos. Assim que me apercebi que eram um casal desse tipo avisei o Rui que por mim estavamos apresentados, mais não, obrigadinho.

Isto tudo para chegar onde?
Uma das melhores coisas que já senti (que estou a sentir, aliás) é a felicidade pela felicidade alheia. É um sentimento difícil de explicar. É tão genuínamente bom que nem o consigo pôr em palavras. 

O mundo está tão cheio de "casais wtf?" e também tão cheio de casais "só se estraga uma casa", que por vezes algo de muito mágico tem de acontecer para haja equilibrio. Então surgem os casais...nem sei como os designar. 
Calma, eu explico. 
Imaginem ele: um rapaz às direitas, com um coração gigante, com tudo o que se pode ter para ser uma excelente pessoa. Agora imaginem ela: exactamente o mesmo. Agora imaginem que eles dois são vossos amigos e que por razões incompreensiveis nunca se cruzaram. Tantos anos com amigos em comum mas nunca se cruzaram. Duas pessoas iguais em valor humano, iguais em tanta coisa...
Não sei como designar este fenómeno mas sei que me sinto muito feliz (e não sou a única), uma felicidade genuínamente boa e altruísta. Ainda não estive com ela mas o brilho nos olhos dele é mágico. 

Estou aqui para o que precisarem.

8 comentários:

Andreia Agostinho Dias disse...

És a maior a arranjar exemplos :)

O Toupeira disse...

A construção frásica em inglês é incorreta, mas este tipo maravilhoso de casal pode ser o casal "WTL": what the luck?!? GENIOUS!!!!

Andreia Agostinho Dias disse...

Vocês são brilhantes!!!!

Ti' Ana disse...

:D

Andreia disse...

Que dissertação linda ;)

Ti' Ana disse...

;)

Anónimo disse...

Bem sei que sou um banana, mas a minha querida mulher não dá ares de tia. Fiquei um pouco ofendido, dado que até a minha mulher já me tinha dito que vocês, afinal, até são pessoas, vá, aceitáveis... Quanto a esse casal maravilhoso, agradecia que nos apresentassem, porque estamos a precisar de amigos.

Ti' Ana disse...

Parvo!