quinta-feira, setembro 19, 2013

O mar

Ontem escreveram-me isto (e eu pus-me a pensar): "Sei que segues formosa e segura pela verdura dos Açores (ou por outro lugar qualquer). Tu que nunca gostaste de ilhas, noto agora em ti um certo fascínio pela confinidade. Talvez a estabilidade te tenha aproximado de uma liberdade limitada que te faz ser tão mais feliz."

http://omundocabeaqui.blogspot.pt/

Há uns anos eu achava que se tivesse de viver numa ilha iria sufocar. Não poder pegar no carro (ou mota) e ter a hipótese de percorrer largos kms era uma ideia que me assustava. Ter noção de que o chão que pisamos é finito é um pensamento que nos assalta muito mais quando vivemos numa ilha.
Agora que vivo aqui (e que tenho mais dez anos de vida em cima) não penso assim, ou melhor, não me sinto assim.
Estar num sítio onde tudo é grandioso, onde há mar por todo o lado não me faz sentir pequena, faz-me sentir grande. Não me sufoca ver mar por todo o lado, antes pelo contrário, sinto-me desafogada, os meus olhos podem ver mais planeta Terra do que se aí estivesse e isso é libertador.

Quando era pequena, sempre que ia à praia havia um momento em que o meu pai dizia: "Olha já se vê o mar!" e esse momento era o climax da viagem para mim. Ia o resto do caminho a observar aquela linha azul no horizonte. Hoje em dia tenho essa mesma sensação sempre que saio de casa. Vou à Praia da Vitória vejo mar, vou a Angra vejo mar, vou a Porto Judeu, mar, Porto Martins, mar, vou à porta de casa...mar. É como reproduzir aquela sensação da minha infância vezes mil...e continuo sempre a pensar com excitação: olha o mar!

Enfim, coisas parvas!





3 comentários:

O Toupeira disse...

Coisas parvas? Porra, isto é que são coisas espetaculares, refrescantes e diferentes para se ler online. Qual presuntos na areia, fotos fashion (not!) em frente ao espelho do elevador e afins fúteis e vazios!

Andreia Agostinho Dias disse...

Estas fotos estão espectaculares... Adorei.

XaninhA disse...

Lá vêm as fotos! E depois dizes que és uma desgraçadinha :p