Hello!
Como estão boceses?
I feel like shit today. Digamos que a noite foi das mais difíceis desde que os bebés nasceram. Então estou num daqueles dias em que já desisti de tudo mesmo antes de começar. Não acendi a salamandra, vai de aquecedor. Não fui buscar a roupa à máquina de secar, não cozinhei o almoço. Não me vesti, vai de pijama mesmo. Há dias assim, dias em que antes de começar alguma coisa já estamos fartos da hipótese de a ter que fazer. Resta borrifarmo-nos e pensar que é só um dia meh...não conta para a estatística.
Nestes dias de inverno frio mas cheio de sol ponho-me a pensar no que gostaria de fazer, se pudesse. Era imensamente feliz se, num dia como este, pudesse pegar no Rui e ir passear pela Ericeira, subir a escadaria de Ribeira d'Ilhas e ficar lá a conversar naquele banquinho a meio caminho, como fazíamos antigamente. Onde estariam os putos? Entregues a avós, a amigos, sei lá. Depois abancávamos numa esplanada porque o galão é uma prioridade da vida do homem, ele à sombra e eu ao sol, e ficávamos vagarosamente a falar sobre a vida. As grandes decisões da nossa vida foram tomadas em pastelarias, a sós, em grandes conversas. Tenho saudades de tudo isso. De conversas a dois sem o constante "Oh mãe..." - Ainda só explicamos 273464874656584938736746 vezes que não se interrompe as conversas dos adultos, é compreensível.
Não gosto de pensar que os miúdos me atrapalham, soa-me a ingratidão e eu sou muito agradecida por ter sido brindada com gémeos, algo que nunca tinha pedido ao universo. Repudio qualquer tipo de pensamento desse género. Não quero que o universo confunda o meu desejo de aproveitar o naco de homem que me calhou, com não querer estar com os meus filhos. Se são tantos, é mesmo porque no passado nos aproveitámos bastante um ao outro.
A logística de sair de casa com os dois (ou com os 4) desmotiva-nos para sair. O pior é que nem se pode sair. Eu, que cumpri o confinamento à risca, que só saía para ir ao hospital vejo-me a entrar neste novo confinamento com muita vontade de sair, de passear, de ir passar um fim de semana a um hotel. By the way, no último fim de semana romântico que fizemos (dezembro de 2019) tivemos que ir buscar a Alice a Via Rara às onze da noite porque estava com febre e a minha mãe não estava a saber lidar. Então o suposto fim de semana romântico começou por sê-lo (e ainda bem que despachamos tudo o que havia para ser feito antes das 23h) e acabou numa viagem Cascais-Amadora-Via Rara-Cascais com o Rui de trombas. Dormimos a três em sobressalto com a miúda adoentada. O Rui ficou possesso, era o primeiro fim de semana que tínhamos só mesmo nós dois desde 2011. Em todos os outros que tínhamos feito até então havia sempre uma pendura.
E pronto. Nota-se muito que tenho saudades do Rui? Vivemos juntos, partilhamos tudo e no entanto não temos, neste momento, hipótese de desfrutarmos da companhia um do outro da maneira que gostamos.
Enfim, é preciso ter paciência.
Atentem a esta conclusão a que cheguei: se tenho saudades de uma coisa boa porque estou a viver uma outra igualmente boa então não tenho de que me queixar.
O post pode ser feito porque:
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| Ela adormeceu |
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| E ele ficou sossegado na cadeira |
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| Última nota: hoje pela primeira vez em muitos meses consegui voltar a usar aliança sem medo que a mesma me decepasse o dedo...yeaaaaah (sim, tenho mãos de velha, desde os 8 anos, so fuck off) |



2 comentários:
Hoje irei deitar-me em pelota; digamos que é uma posição de confiança e otimismo que adoto. Hoje vai dar! :)
Lol parvo
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