quarta-feira, novembro 20, 2019

Quartas pessoais


E às vezes esse trauma pode levar-nos ao fracasso vezes sem conta. Acreditamos mesmo que a nossa vida nunca há-de ser plena, há sempre uma ponta solta. Olho tantas vezes para trás com arrependimento. Tomei sempre decisões baseadas nos meus sentimentos e, principalmente, nos meus medos. Talvez por isso, em certas áreas, nunca evoluí muito. Tentei sempre ficar com o garantido na mão e esquecer o incerto. Talvez esse incerto me pudesse ter dado o empurrão que eu precisava para brilhar.

Ando aqui a passar por um momento um pouco dark desde que fiz os 37. Não. Desde que o meu avô faleceu em Junho. Desde essa altura que ando toda baralhada e cheia de nós cá dentro, por muitos motivos, não me apetece enumerá-los.
"Ah mas quando estás com a malta estás tão bem, igual ao de sempre!"
Claro que sim, sei viver. Sou essencialmente uma mulher muito feliz. Tudo o que orbita à minha volta (pessoas mais queridas) é perfeito.

Enfim, a minha safa é que todos os dias são uma oportunidade de recomeçar, o sonho nunca morre.


1 comentário:

O Toupeira disse...

Exatamente: "recomeçar"!

Laviu*