Sinto sempre saudades do meu pai. Ontem (dia 5) faria 71 anos, se fosse vivo. O meu pai faz-me falta todos os dias. Ele ensinou-me que partilhar silêncio em conjunto pode cimentar tanto uma relação como grandes conversas. Ensinou-me pelo exemplo. Estar com ele era sempre um momento de paz, de contemplação. Ele era contemplativo e sereno. Sinto falta das histórias do Ultramar, o momento da partida, em que acenava do barco para uma multidão em pranto esperando que os seus o vissem. Da felicidade indescritível de encontrar alguém de Santa Iria no meio da guerra. Sinto falta de todos os seus aniversários que não festejámos.
Passem os anos que passarem vou querê-lo sempre de volta e nunca vou aceitar a sua partida.
Este fim de semana ouvi esta música com amigos e recordei que era uma das que passavam no nosso carro num ano em que fizemos praia na Foz do Lizandro (Ericeira). Tinha 8 anos.

2 comentários:
A companhia do rei dos teimosos: o meu avô Albano.
Sem dúvida, minha querida. Esteve mais tempo comigo mas é também do meu pai que tenho muitas saudades...
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