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quarta-feira, novembro 20, 2019

Quartas pessoais


E às vezes esse trauma pode levar-nos ao fracasso vezes sem conta. Acreditamos mesmo que a nossa vida nunca há-de ser plena, há sempre uma ponta solta. Olho tantas vezes para trás com arrependimento. Tomei sempre decisões baseadas nos meus sentimentos e, principalmente, nos meus medos. Talvez por isso, em certas áreas, nunca evoluí muito. Tentei sempre ficar com o garantido na mão e esquecer o incerto. Talvez esse incerto me pudesse ter dado o empurrão que eu precisava para brilhar.

Ando aqui a passar por um momento um pouco dark desde que fiz os 37. Não. Desde que o meu avô faleceu em Junho. Desde essa altura que ando toda baralhada e cheia de nós cá dentro, por muitos motivos, não me apetece enumerá-los.
"Ah mas quando estás com a malta estás tão bem, igual ao de sempre!"
Claro que sim, sei viver. Sou essencialmente uma mulher muito feliz. Tudo o que orbita à minha volta (pessoas mais queridas) é perfeito.

Enfim, a minha safa é que todos os dias são uma oportunidade de recomeçar, o sonho nunca morre.


quarta-feira, novembro 13, 2019


Durante a minha infância as minhas principais preocupações eram:
- há malta na rua para jogar à bola?!
Se sim, óptimo!
Se não:
- Vou andar de bicicleta.
Era com isto que me preocupava e era tão bom.

quinta-feira, outubro 03, 2019

domingo, junho 16, 2019

Poof


O fim de semana passa a correr, estou cá com uma neura de domingo à noite.
Última semana de aulas. E assim sem se dar muito por isso já passou mais um ano lectivo.

segunda-feira, setembro 24, 2018

domingo, setembro 16, 2018

Sunday update



Por aqui todos dormem a sesta menos eu. Forro livros (yeeeeeaaaaaah, NOT). Vendo a coisa pelo lado positivo, estou sozinha, ninguém me está a pedir ajuda para nada, ninguém está a fazer queixinhas, ninguém me está a perguntar onde está o não sei quê.

Sou só eu, os livros, o malvado do papel autocolante e os Arcade Fire

domingo, setembro 02, 2018

Desabafo set 2018


Ora bem...eu sei que tenho estado ausente. Vou pondo aqui umas coisas mas conversa que é bom, nada.
Tudo tem um motivo, tudo tem uma explicação.

Quando não me sinto espectacular encolho-me na minha concha, daí não escrever nada mais do que legendas de fotos de há uns meses para cá. Eu olho para o pc e não tenho nada interessante para dizer. Tenho coisas interessantes a acontecer na minha vida mas nem sempre me apetece partilhar.

Lembram-se daquele equilíbrio zen que consegui alcançar nos Açores. Foi tão bom, sem dramas familiares nem laborais, só nós no nosso pedaço de paraíso. Desde que voltámos parece que entrámos num comboio de alta velocidade. Piscámos os olhos e passaram três anos. Sinto-me desgastada, esta correria do dia-a-dia tira-me o brilho dos olhos. Se calhar sou uma rapariga do campo, gosto de tranquilidade, gosto de ter tempo para contemplar tudo, gosto de não ter que olhar para o relógio.

Agora vocês pensarão: Ah és muito picuínhas, tens uma vida brutal, duas filhas cheias de saúde e um maridão que te adora, porque é que estás para aí com m****s!?

Eu sei tudo isso meus queridos. O meu problema é que esta vida de correria faz com que nunca tenha tempo para mim. Aliado a isso tenho uma personalidade que, para meu mal e bem dos outros, tende a auto-negligenciar-se em nome do bem comum, da harmonia e da felicidade dos rostos de quem gosto. Às vezes é muito difícil ser eu. Ainda bem que as pessoas à minha volta só vêem a camada superficial de tudo aquilo que eu sou. Essa camada superficial é altamente funcional, articulada e animada. Por dentro sou um remoinho com várias linhas de pensamento que me fazem sentir 85388 coisas contraditórias ao mesmo tempo.

Não estou a dizer que estou deprimida, sinto-me só bastante desmotivada para tudo o que faz parte da minha vida fora destas quatro paredes. A minha vida aqui em casa com os meus é de facto o MELHOR. Aqui sinto-me sempre amada, sinto-me aceite, aqui posso ser eu a 100%. É essa a nossa maior força enquanto núcleo familiar, somos sempre sinceros e gostamos milhões de infinitos uns dos outros.

Deixo-vos com a música que estive a ouvir enquanto escrevinhei estes rabiscos:




quinta-feira, junho 14, 2018

Um post narcisista (também é necessário)



Na terça vimos o filme Tully. Mandámos uma moeda ao ar e ganhei. A parte má é que sábado tenho que ir ver o espectacular, muito adorado por mim desde sempre, Jurássico qualquer coisa, whatever.

Em relação ao filme de ontem. Aquela personagem sou eu, eu e todas as mães com mais do que um filho que derivam entre a exaustão e a saudade do que já se foi. Nós sabemos que somos muitíssimo felizes e muitíssimo amadas mas sentimo-nos sempre um pano do chão. Não quero deixar aqui spoilers mas o filme fica estranho a meio. No fim sente-se aquele alívio/climax quando tudo faz sentido. Está muito bem escrito e deixou-se com esta ideia na cabeça, a de "visitar" o meu eu do passado e tentar buscar inspiração em mim própria. 

Este exercício não passa por olhar para as fotos e sentir-me mal comigo, nem o objectivo é pensar que naquela altura é que era bom. 
Não, nada disso, agora é que é bom. Mas é também bom ganhar força com aquilo que já fui. As decisões, a coragem que precisei para tomar decisões e tomei-as e sofri com isso e mais tarde orgulhei-me disso. Conquistei tudo ao meu ritmo, e tentei nunca me preocupar em escrever a minha história da forma que se esperava. 

Em tempos idos já consegui ir ao ginásio todos os dias, comprar uma mota com o meu dinheiro contra a vontade de todos. Aluguei casa sozinha com 24 anos. Era livre, responsável, realizada mas solitária. senti-me tão sozinha naquela casa, naquela varanda espectacular com vista para o rio. Pensei tantas vezes que tinha conseguido conquistar aquelas coisas mas que não tinha ninguém com quem partilhá-las. O Rui só apareceu um ano depois.

 Andei pelo Bairro Alto, por Lisboa em concertos, exposições e festivais. Fui a muitos restaurantes, aniversários, jantares comemorativos. Viajei de carro por Portugal e Espanha e apanhei aviões para sítios que nunca tinha imaginado conhecer. Vi todo um mundo e fiz milhentas coisas antes de assentar e ser mãe. 
Valeu a pena, vivi bem. 

Às vezes, nos momentos de maior loucura (pessoas pequenas aos gritos à minha volta, cão e gatos a chatear) sinto saudades daquela pessoa que já fui. Regresso àquela varanda onde me senti tão sozinha e volto a sentir-me feliz no meio da confusão.
A vista da varanda (nascer do sol)

Sempre gostei de nadar em chocolate...

Preparação para baile de finalistas da faculdade, 2004

Na minha casa momentos depois de montar a sala

Farda Scalabitana

Viagens por Portugal

Eu e a minha babe no cabo da Roca


Brasil, 2007

Brasil, 2007

Brasil, 2007

Brasil, 2007

A decorar um espelho para a minha casa nova, 2007




São Vicente, Madeira, 2004



Primeiro animal de estimação só meu

Viagens de comboio para Santarém 2000/2004

Madeira 2006

Madeira 2006

Madeira 2006

Madeira 2006

Madeira 2006

Madeira 2006

Madeira 2006

Madeira 2006

O meu quarto em Santarém e o meu velhinho compaq que durou 10 anos

Numa fds em que não vim a casa (nos tempos de Santarém) decidimos passear até essa terra desconhecida, Alpiarça. parei para tirar foto, claro...mal sabia eu que Alpiarça me iria ser tão próximo.

À descoberta da cidade em duas rodas, o louco ano de 2007...

(esta tem pouca qualidade) Sempre pronta para fazer a mala e ir...

A minha velha tendinha, na Nazaré, outra terra que me iria ser próxima por afinidade conjugal

Nazaré 2006

O bichinho do campismo vem do berço...Praia Verde, Algarve, 199?

No verão, no Algarve eu andava sempre de cuecas e sandálias. Outros tempos, outro Algarve. 

Ah o que sempre adorei as cadeiras de Expressão Dramática. 

Sim, já me aleijei no dedo do meio. Sim, aqueles sofá/jarra/tapete/mesa são horríveis bem como a minha camisola.


quarta-feira, maio 23, 2018

I'm living on a prayer


Este mês nunca mais acaba? Que horário, que rotinas diárias, que cansaço. Preciso hibernar e acordar na última semana de Julho.

domingo, maio 20, 2018

Who I am

Isto não tem andado fácil para fazer posts. Passo muitas horas fora de casa, não gosto nem tenho hipótese de aceder ao blog através do tlm. Não há dia que passe que não pense na falta que me faz escrever mais e ter mais momentos de mim comigo mesma. Não dá, é difícil e à hora que fico "disponível" caio para o lado e adormeço.